#HistóriasdeSuperação I – Outubro Rosa

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Durante todo o mês de Outubro contaremos as histórias de superação colhidas pelo Instituto Se Toque. Cada história uma emoção diferente. Abra o coração e boa leitura!

Dia da  Fernanda Miranda

 

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Em 2013, a jornalista Fernanda Miranda sentiu um caroço palpável na mama direita, foi ao médico e, segundo o diagnóstico, o nódulo era comum e benigno. Nascida em Salvador, mora com a mãe em Brasília. Jornalista, ela na época trabalhava no Ministério da Saúde e resolveu contar o caso a outros médicos. Foi pedida uma biópsia. Fernanda descobriu que, ao contrário do que pensara, o nódulo era maligno. Pior, estava em estágio avançado.

Fernanda fez mastectomia na mama esquerda e também na direita, por prevenção. “A oncologista foi bem dura ao dar a notícia, ela apenas dizia que meu caso era gravíssimo. Meu chão se abriu, eu senti que não tinha mais chances. Após sair da sala da doutora, avisei minha mãe que queria ser cremada, e passei todas as senhas de banco e redes sociais”, lembra.

Por sorte, a médica “durona” saiu em férias. Fernanda conheceu seu novo médico, de acordo com ela, “acolhedor e cuidadoso”. Foi ele quem abriu seus olhos dizendo que o tratamento era a busca da cura. Além disso, lhe apresentou Bárbara, uma mulher na última fase do tratamento, já com ótima aparência, cabelo crescendo e com aspecto positivo. Ficaram amigas.

Mesmo assim, durante a quimioterapia, Fernanda se sentia muito debilitada. O que mais lamentou foi não conseguir se concentrar para ler, uma das suas atividades favoritas. Teve muita perda de memória.
Lembra de ter dito ao médico que não aguentava mais o tratamento e queria interrompê-lo, mas o doutor a convenceu, mostrando a evolução boa do seu quadro e explicando que, para o seu caso, a dosagem de química deveria ser alta.

A jornalista teve 100% de resposta ao tratamento.

Guerreiras de BSB

Após a cirurgia e muitas sessões de quimioterapia e radioterapia, Fernanda passou a se sentir melhor e quis ajudar e compartilhar sua história com outras mulheres.
Ela e mais duas amigas, que também superaram a doença, criaram um grupo no aplicativo para celular Whatsapp chamado “Guerreiras de BSB”. O grupo tem como objetivo ajudar outras mulheres que estão passando pelo tratamento de cânceres, como o de mama e o de colo de útero, além de linfomas.

É uma forma de compartilhar preocupações, dúvidas, medos e alegrias. Além do boca a boca, os médicos também ajudam indicando pacientes para o grupo.

Atualmente, Fernanda voltou a trabalhar, cursa mestrado em saúde coletiva e adora viajar.

“A mudança é interna, mas veio de forma bem impactante no universo ao meu redor. O jeito de olhar a vida e meus valores mudaram. Ou a gente se entrega para doença, ou a encara da melhor forma, e eu escolhi a segunda opção”, afirma.

Fernanda continua tomando bloqueador hormonal, pois o hormônio feminino era o que alimentava o câncer, e segue uma rotina de exames de revisão como tomografia e ressonância a cada seis meses.

Os exercícios físicos e alimentação saudável também fazem parte de seu cotidiano. Ela sabe a importância de hábitos saudáveis na hora de prevenir a doença – e também no pós-tratamento, para evitar novos tumores.

Se tivesse que aconselhar mulheres sobre câncer de mama e outros tumores, Fernanda diria em um papo bem reto: “Não tenha vergonha ou medo de falar sobre a doença”.

Parabéns por toda garra e força, Fernanda Miranda!

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